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domingo, 27 de setembro de 2015

O peso da atitude

Laércio Lins.


Atitude. Tenho pensado na força desta palavra. Atitude é a ação realizada no momento seguinte a um "clic" que sentimos e que nos diz que o impossível não existe. É uma quebra de direção e sentido na trajetória dos vetores de nossos momentos mais diversos.

Muitas vezes nos viciamos a uma rotina e ficamos cegos às oportunidades e possibilidades em nossa volta. Nessas horas precisamos "chutar o balde", buscar o impulso no fundo do rio para subir em busca de ar.

Há uma frase do escritor grego Nikos Kazantzakis que me faz lembrar o efeito prático da atitude: "Você tem seu pincel e suas tintas, pinte o paraíso e entre nele". Esta é uma questão de escolha, as tintas sugeridas para pintar o paraíso, também poderiam ser utilizadas para pintar o inferno.

A atitude anda muito próximo da quebra de paradigma, é uma ferramenta ativa nas pessoas que vivem a construir o momento seguinte, que muitas vezes, por falta do recurso adequado utilizam o recurso disponível e mesmo assim realizam. Observamos claramente a importância da atitude nos esportes. Muitas vezes ouvimos falar e temos a oportunidade de testemunhar o resultado de um jogo de futebol ser definido em um "detalhe". A atitude de um jogador pode mudar o resultado do jogo em uma fração de segundos, estes são chamados de "craques".

No universo dos negócios e da administração não é diferente, muitas vezes um argumento ou uma ação inesperada aponta uma solução surpreendente. As equipes ou times esperam atitudes de seus líderes e gerentes, mesmo que inconscientemente. A capacidade de resposta em momentos adversos faz a diferença entre Líderes e líderes.

Muitas vezes não há tempo suficiente para se discutir sobre uma decisão. O consenso, a participação da equipe nas decisões é importante, no entanto, é preciso alguém que mostre os quatro pontos cardeais, não apenas o norte. Assim como os vagões precisam da locomotiva para chegar ao destino.

A caminhada é árdua, tanto quanto deliciosa, tanto quanto doce é adormecer depois do cansaço. Pintamos nosso mundo com as cores de nossos anseios, pintamos nossa vida com as tintas de nossas metas, de nossos medos, de nossas paixões e de nossos sonhos. Muitas vezes precisamos mudar as cores, trocar o tom e adotar novas atitudes. As possibilidades e oportunidades são infinitas como as cores do espectro, como o conjunto dos números, como os arranjos formados pelas notas musicais numa melodia.

Instagram: @laercio.lins
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segunda-feira, 26 de março de 2012

Descentralizar para crescer

Autor Laércio Lins

          Às vezes nos pegamos cobrando dos outros nossos conceitos de certo e errado, esta atitude limita as possibilidades de criação. O líder de uma equipe consegue agregar valor ao grupo quando passa a confiar na capacidade criativa das pessoas.
          Delegar exige coragem e auto-confiança, é surpreendente observarmos a fluência de uma realização em equipe, a partir de idéias e atitudes individuais trazidas para o objetivo comum do grupo. A liberdade de expressão, além de elevar a auto-estima, proporciona melhor desempenho e produtividade. As pessoas se sentem felizes quando descobrem que são capazes. Uma das formas de construção de uma equipe feliz é conduzir seus componentes a esta certeza.
         Tenho visto em muitas empresas situações que costumo chamar de efeito Torre de Babel. Ninguém se entende, ninguém sabe o que, quando, onde ou para quê. A vida nestes ambientes se transforma em uma eterna interrogação, as pessoas se irritam com facilidade e desistem simplesmente por não saber para onde estão indo. Sem direção e sentido, trava tudo, muito trabalho e pouco resultado.
          A comunicação é um dos principais requisitos para o bom desempenho de uma equipe, a mesma, depende do perfil de quem dirige para que flua sem obstrução. O gerente centralizador retém conhecimento e apenas libera informações fracionadas para os membros do grupo, ou seja, dados. Estes dados desencontrados causam desequilíbrio e insegurança no meio; causa sensação de impotência, sensação de esforço não compatível com os objetivos. A tendência destes modelos de gestão é desenvolver ambientes hostis, onde o principal objetivo passa a ser a procura de culpados para tudo. 

          Em outro plano, o líder descentralizador, distribui informações de forma constante, linear e completa; dirige, coordena, checa se as informações atingiram o destino e valoriza a capacidade criativa individual. Com esta postura do gestor, os componentes do grupo interagem e se completam em torno do objetivo. Em um cenário assim não há espaço para "culpados", e sim, para pessoas pró-ativas e assertivas, cenário este, onde o sucesso é uma conquista natural.
          Controlar é diferente de centralizar. O controle é necessário para monitorar o desenvolvimento do planejamento e as relações de causa e efeito durante o percurso em busca de metas e resultados. A centralização é nociva, normalmente se respalda em uma montanha de normas criadas pelo próprio gestor, limita a expansão da criatividade e desenvolve uma equipe sem opinião e voz que expresse as idéias.
          O poder é um exercício que só se estabelece a partir do consenso. O gestor conquista a equipe através de ações técnicas, criando cenário e alternativas para a solução dos problemas, para isto é preciso que tenha conhecimento, domínio e liderança sobre a área em que atua; e através da abertura para um conjunto de regras claras e transparentes, que o conduz também a uma relação de confiança diante da equipe.
          A liberdade de criação, opinião e sugestão, transformam indivíduos em multiplicadores e propagadores do conhecimento. Se o grupo sente a segurança de que está sendo conduzido pelo caminho mais racional, as soluções passam a ser uma rotina e surgem espaços naturais para novas idéias, que levarão equipe a outros níveis e a outras conquistas.



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Palestras e workshops com Laércio Lins em eventos organizacionais. 
Informações: laerciolins9@gmail.com ou laerciolins9@hotmail.com

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Planejamento Estratégico - Uma visão contemporânea*

Autor: Laércio Lins

Existe muito mais que a adoção de uma simples fórmula para o desenvolvimento e implementação de um projeto de Planejamento estratégico, há uma interferência direta na mudança de paradigmas e na transformação de valores organizacionais, que muitas vezes estão tomadas por vícios adquiridos ao longo de anos de existência.
O planejamento deve ser pensado para duas situações, a primeira para empresas que estão se organizando para nascer, para iniciar operações e a segunda para empresas já existentes, que por forças de circunstanciais ou de necessidade de sobrevivência optam por uma mudança de postura buscando otimização de resultados ou mesmo profissionalização das operações.
Em ambos os casos é preciso considerar os modelos mentais organizacionais e ampliar os pontos de interseção para que seja tirado, a partir deles, um consenso. A equalização do pensamento coletivo é de grande relevância para a divulgação e consolidação da missão e da visão declarada.
O sucesso do planejamento depende da condução das necessidades que surgem no decorrer da identificação do perfil organizacional e dos objetivos determinados para o negócio. Como qualquer procedimento de gestão, planejar requer uma avaliação das relações custo benefício na linha do tempo. É necessário que os motivos, objetivos e diretrizes estejam claras e completos, portanto, só é seguro desenvolver o planejamento estratégico quando as perguntas a seguir tiverem respostas: O que? Porque? Quando? Quem? Onde? Como? Quanto?
Outra ação indispensável é a análise de cenários (análise SWOT). Muitas empresas pecam por considerar a possibilidade de apenas dois cenários. É ideal levar em consideração um maior número de cenários, tantos internos quanto externos, inclusive exercitando a possibilidade de situações improváveis, crises por exemplo.    
Em todos os momentos do processo de planejamento a visão deve ser sistêmica, considerar o macro e as relações da organizações com o segmento ao qual está inserida, neste caso, um olhar utilizando os argumentos de benchmarking pode nortear a organização com relação à concorrência e seus limites de desempenho o que possibilitará a identificação das ameaças e oportunidades. Com estas observações descobre-se os diferenciais apresentados pelo negócio. Paralelo a esta ação deve-se realizar uma análise interna, para identificar as potencialidades e os pontos a serem fortalecidos, é importante começar esta tarefa observando o potencial humano disponível, o envolvimento das pessoas é a base do sucesso de um planejamento estratégico.
Só após a certeza da situação da empresa com relação ao mercado e das próprias limitações, o planejamento deve ser transformado em plano. Todas as informações colhidas devem ser colocadas em um cronograma organizado-as na linha do tempo.
Criatividade, inovação e comunicação deve ter espaço de destaque em um plano estratégico. As estratégias adotadas devem ser claras para que a execução tenha sucesso.
Por fim, é importante adotar um método de controle para garantir os limites financeiros e de desempenho exigidos pelo Plano. Os métodos de controle devem seguir periodicidade determinadas para que não sejam esquecidos durante a rotina.

(*) Este texto foi baseado em minha Palestra de mesmo título

Eleve o nível e o clima de sua empresa, contrate uma de nossas palestras, sua equipe nunca mais será a mesma .Informações laerciolins9@gmail.com ou laerciolins9@hotmail.com

domingo, 21 de novembro de 2010

Qual a sua Missão?

Qual a sua missão?
Autor: Laércio Lins

É comum ouvirmos falar sobre a missão e a visão das empresas. Estamos vivendo um tempo onde a consciência sobre a importância da responsabilidade social tem sido difundida e incentivada. Diante de tantos tropeços dos governantes com relação a utilização dos recursos públicos, as pessoas têm se organizado para encontrar soluções de temas que em outras ocasiões de nossa história, eram cobrados apenas dos governos. Nossa sociedade está mais madura.

Cultura precisa de tempo para ser aperfeiçoada ou assimilada. Sinto no ar um querer social, tanto de empresas quanto de pessoas. Aquele estilo antigo de levar vantagem em tudo, do “jeitinho brasileiro”, já não soa tão bem. A sociedade em sua maioria, procura realizações através de maneira mais justa e ética.

Dias atrás estive numa empresa, que optou pela não distribuição de brindes de final de ano a seus clientes, os recursos foram dirigidos a um hospital infantil. Por motivo dessa ação, certamente o efeito de marketing da referida empresa foi positivo, houve uma divulgação entre seus colaboradores, que também foram convidados a participar da ação, o que fizeram com prazer. Isso é responsabilidade e consciência social.

Diversas empresas têm adotado em sua missão referências à responsabilidade social e à preservação do meio ambiente. Há sementes sendo plantadas em prol do bem estar comum. Muitas vezes a organização renasce do caos, um dos exemplos é a reconstrução do Japão após a segunda guerra mundial. Com disciplina, um objetivo e uma missão bem definida, o Japão saiu da condição de país dizimado, para se inserir, 60 anos depois entre as cinco maiores economias do planeta.

Atualmente é comum encontrarmos pessoas que administram suas carreiras e sua profissão como empresas, a maioria delas têm uma missão a partir de seus objetivos pessoais e sociais. O velho ditado, “você tem que vestir a camisa da empresa”, já não é suficiente, as pessoas têm se conscientizado de que precisam vestir suas próprias “camisas,” se profissionalizando e se especializando. Este conceito de desenvolvimento pessoal é benéfico tanto para as organizações quanto para as pessoas que passam a valorizar a relação custo benefício de seu trabalho. Algumas empresas têm mantido as políticas de cargos e salários, que se trata de uma ação mensurável e abolido seus planos de carreiras, por entenderem que este tipo de direcionamento e desenvolvimento deve ser individual, as pessoas devem ser livres para administrarem suas carreiras e construírem seu sucesso, para isto, é preciso amor pelo que se realiza e muita dedicação. Quando se age com amor diante de um evento ou tarefa, a razão e a emoção se transformam no mesmo sentimento, a diferença é que a emoção controlada se transforma em razão, um sentir com limites, na medida certa para o que se deseja construir, isso caracteriza o equilíbrio.

Diante de tantas mudanças de conceitos, quebra de paradigmas e inovação nas relações de trabalho, surge as empresas de um homem só, onde o trabalho passa a ser tratado como qualquer produto, não há nada mais coerente que construirmos nossas carreiras a partir de um planejamento que tenha como fundamento nossa própria missão pessoal. 


Twitter: @laerciolins
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comendo caranguejo

Autor: Laércio Lins

       Aqui no Brasil, principalmente quem é nordestino, sabe o prazer que é sentar numa mesa para uma conversa amistosa, um drinque e petiscar alguns caranguejos.
       Hoje, vendo alguém comendo caranguejo, lembrei de produtividade. Estranho pensar assim? Com o caranguejo e um martelinho de madeira na mão nosso comedor de caranguejo se apressou, a expressão era de quem apreciava muito a iguaria. Além de conhecer a "atividade" do ponto de vista técnico e prático, usava o martelinho com precisão cirúrgica para não machucar mais ou menos que o necessário. Um golpe fora de lugar ou com força além do preciso poderia comprometer e misturar as partes comestíveis com as partes não comestíveis, o que seria um desastre diante do resultado esperado.
       Porque pressa? O volume de carne retirado de cada patinha de caranguejo é muito pequeno para suprir o grande desejo do apreciador, daí a necessidade do aproveitamento de cada segundo, uma verdadeira aula de administração do tempo, eficácia e produtividade. Não era pressa, era ritmo. Além do mais, a expressão de prazer, que relevava até alguns respingos produzidos pelas batidas do martelo no crustáceo, revelava um alto grau de concentração e atenção.
       Tempo não se guarda em prateleiras, para que seja aproveitado ao máximo, em direção a um objetivo, tanto em atividades que necessitem de produtividade quanto em atividades simples do dia a dia, é preciso que a tarefa seja realizada com disciplina, prazer e amor. Isso só é possível quando se tem a certeza de satisfação ao final da tarefa. Realizar algo deve ser motivo de prazer, só assim, o resultado final traz a satisfação plena.
       A tarefa não deve ser apenas mecânica, o aproveitamento do tempo deve ser realizado com atenção para que a atividade seja humanizada. É preciso saber o porquê da realização de uma tarefa, por mais simples que seja, só desta maneira é possível ter certeza da obtenção do resultado.
       Nosso apreciador de caranguejos nos apresentou um exemplo de envolvimento com o tempo e o objetivo. Quando fazemos o que gostamos nos sentimos vivos e isso dispensa técnicas de estímulo à motivação e produtividade.
       Numa equipe ou em um time, se o líder conseguir propiciar tarefas que fiquem mais próximo possíveis das habilidades naturais das pessoas, os resultados surgem também com naturalidade.
       O ingrediente principal para a realização de uma tarefa é a motivação pela mesma, para isso, a primeira necessidade a ser suprida é a comunicação. Saber para que e o porquê da execução de um trabalho eleva a vontade de realizar e isso é quase tudo que se precisa para obter sucesso em uma projeto, nos ensinou o comedor de caranguejo.



Informações palestras: laerciolins9@gmail.com ou laerciolins9@hotmail.com