Mostrando postagens com marcador decisão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador decisão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Palestras de Laércio Lins


Decida. Tome uma atitude.

Por: Laércio Lins.


“Em caso de dúvida, decida, o máximo que pode acontecer é errar e ter que corrigir”. Quando eu era criança, ouvi meu pai dizer esta frase, ele não era um homem de cultura acadêmica, no entanto, detinha o conhecimento adquirido pela experiência de vida de alguém que aprendeu a observar para se orientar. 

A indecisão se manifesta nas cenas mais simples do dia e também em momentos importantes podendo desperdiçar oportunidades. Temos uma tendência a esperar que as coisas aconteçam de acordo com nossos modelos mentais e muitas vezes esquecemos as possibilidades e alternativas, este comportamento resulta em perda de energia e de tempo.

As dúvidas e as indecisões acontecem por insegurança diante de qualquer escolha, aparecem em momentos e situações que muitas vezes passam despercebidas, na fila do cinema pra escolher que filme assistir ou na mesa do restaurante diante da variedade do cardápio. Muitas mulheres encontram dúvida na hora de escolher uma roupa para ir a uma festa, se a roupa combina com o sapato, com a bolsa ou com a maquiagem.

Dúvidas se alimentam da quantidade de variáveis que surgem, vivemos procurando soluções complexas, quando deveríamos procurar soluções simples. Para muitas pessoas é muito difícil decidir, isso por que, na maioria das vezes escolhem uma linha complexo de raciocínio onde são valorizados os obstáculos. Isso acontece também com a comunicação, há pessoas que acham que falar bem é falar complicado e que isso é sinal de cultura e conhecimento, isso acaba gerando um efeito contrário, quanto mais complicado é a forma como alguém se expressa, menos se faz entender. Os maiores comunicadores e os maiores líderes são aqueles que se fazem entender para todos os níveis culturais ou sociais. Líderes e comunicadores também trazem na bagagem, a simplicidade e eficácia da expressão como uma das características mais fortes. Há horas que é necessário decidir sem tempo para consultar, para decidir é preciso simplicidade e praticidade para ir ao ponto que realmente importa.

Um pintor começa o quadro pelas cores básicas, um físico começa o desenvolvimento de uma teoria complexa utilizando conceitos simples da natureza, harmonias complexas produzidas por gênios da música nascem do agrupamento de notas básicas. A decisão é assim também, é um exercício que tem como base a escolha a partir de deduções simples. Para decidir é preciso aprender a escolher e para escolher é preciso reduzir o número de variáveis, focar no objetivo, considerar a relação custo/benefício e simplificar. Dessa forma a decisão surge naturalmente. Quem sabe decidir atrai seguidores, esta é outra característica importante dos líderes, atraem seguidores para o caminho que leva a realização de objetivos.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que nos dá a impressão que precisariam de duas ou três vidas para realizar algo, essas pessoas normalmente têm hábito de começar frases com “Não sei se faça isso ou aquilo”, “acho que”, “Eu queria”, “Se eu pudesse”. Pessoas com esse perfil passam imagem, às vezes irreal, de que vivem em estado de dúvida e de indecisão, que não querem assumir responsabilidades e isso pode ser negativo na vida profissional e pessoal. Diante de uma oportunidade de promoção nas empresas, são escolhidas as pessoas que se comunicam com mais facilidade e que se apresentam mais ativos e disponíveis durante situações diversas, que agem com simplicidade e objetividade. A ação dá sentido ao discurso.

Dúvida e insegurança na mesma cena é matéria prima suficiente para se produzir coisa nenhuma e chegar a lugar nenhum. Não podemos negar que vivemos em um mundo competitivo e que a todo instante surge novidades e variáveis para nos desviar a atenção. Simplifique, decida, tome uma atitude.

Dias atrás uma aluna me procurou e me pediu que a ajudasse em uma decisão. Ela havia concluído o primeiro semestre do curso de Administração de Empresas e estava em dúvida se deveria continuar ou mudar para o curso de comunicação. O motivo da urgência para decidir era o fato de está no início do curso e aproveitar duas disciplinas que acabara de cursar, o que reduziria a “perda”. Lembrei a ela que em nossa primeira aula da disciplina de administração de relacionamento com o cliente, pedi para os alunos se apresentarem dizendo o motivo que os tinha levado a escolher cursar Administração de Empresas e que ela havia falado que tinha um sonho de abrir uma loja de vestuário feminino e queria aprender a administrar um negócio, já que tinha uma habilidade natural para vender. O que me fez lembrar deste relato foi que, na ocasião ela falou “Eu sou capaz de vender qualquer coisa, gosto de vender”. Perguntei o que havia acontecido com o sonho da loja. Ela fez uma pausa e respondeu que não mudaria de curso, o sonho da loja ainda existia. Falei para ela que a dúvida sobre a mudança de curso poderia ser pela necessidade da boa comunicação, por ser esta uma das ferramentas mais importantes em vendas e que ela deveria continuar pensando sobre isso.

Decisões escolhas e dúvidas são componentes naturais do universo humano, em qualquer profissão e na vida pessoal sempre estarão presentes. É importante que não se perca o foco e que os objetivos sejam sempre claros e revistos com base em um plano simples, mas, que considere as principais variáveis, suas causas e seus impactos nos negócios ou na vida.


www.laerciolins.blogspot.com
Instagram: @laercio.lins

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Perdendo o medo da escuridão

Autor: Laércio Lins



Muitas vezes, diante de uma decisão, líderes e gerentes se sentem solitários, principalmente quando se faz necessário decidir sobre pressão e sem tempo suficiente para pensar na ação ou dividir com alguém.
O medo é um sentimento natural do homem, tanto quanto a coragem, sentir mais ou menos um ou outro é uma questão de escolha e exercício.
Quando éramos criança, muitos de nós sentíamos medo da escuridão, por mais que nos fosse dito que lá havia as mesmas coisas que em um ambiente iluminado. Costumo pensar nesta situação sempre que me deparo com um cenário onde tenha que decidir sobre alguma coisa. Há certos momentos em que a ação é indispensável, não há espaço para o medo, pois, não haverá uma segunda chance. Imagine um médico indeciso diante de uma ação durante uma cirurgia, pode ser fatal.
Em certa ocasião vi um time de futebol perder dois pênaltis, numa partida de decisão de campeonato, ficou claro naquele episódio, a falta de alguém que decidisse e determinasse quem deveria executar as penalidades, faltou atitude do comandante. Entre os atletas, a emoção falou mais alto que a razão causando um desequilíbrio geral, o medo de errar predominou e não surgiu uma liderança que assumisse a responsabilidade por aquele momento. Esse é um exemplo típico de que o risco é um componente que deve ser considerado em qualquer circunstância de decisão e que os papéis de cada componente da equipe devem estar bem claros e definidos para cada situação, além de considerado as possibilidades e imprevisões.
Praticar, arriscar, errar e tentar novamente são formas eficazes para perdermos o medo da escuridão.
A luz só ilumina quem se dedica, quem pesquisa, quem pratica e quem treina com entusiasmo. É necessário assumir o quente ou o frio, não há sucesso para o morno. A arte e a ciência andam de mãos dadas para explicar a natureza à nossa disposição, temos este argumento nos mostrando que somos capazes e só precisamos acreditar que na escuridão existe os mesmos componentes da claridade, exceto a luz.
A partir do instante em que decidimos assumir com determinação e atitude, em nossa vida profissional ou pessoal, se acende uma luz que com o passar do tempo pode se transformar em refletor iluminando as ações e os caminhos de outras pessoas, esta é uma característica e o papel do líder.
Vamos imaginar um trem se preparando para partir na estação. Quem você seria neste trem? A locomotiva ou um dos vagões? Se a resposta mais confortável para seu perfil for a locomotiva, que puxa, empurra e abri caminhos, o perfil do líder está mais fluente em você. Se penso em vagão, você tem perfil mais voltado para um dos componentes da equipe, isso não quer dizer que não tenha aptidão para coordenar ou liderar um grupo, para isso é preciso se desenvolver com um pouco mais de atenção, buscando conhecimento e estimulo ao sentimento criativo, o que pode ser adquirido através do estímulo ao bom humor ou até falando bobagens, muitas vezes de bobagens surgem grandes soluções. Um exemplo é a técnica do “brain storm”, (Tempestade mental), em que as pessoas falam a primeira palavra que lhes vem à mente sobre determinado tema, para depois selecionar o que é relevante para utilizar na solução de problemas. Um bom exercício também pode ser coordenar um projeto ou um processo já formatado. No estágio seguinte, já mais seguro em conduzir procedimentos, fica mais fácil arriscar e criar.
Um líder, precisa com criatividade, conduzir a equipe ao ambiente iluminado, onde flui a comunicação que clareia os objetivos, respeitando os limites e as habilidades individuais. Só assim conquistará a confiança e o sucesso de sua equipe.

Visite também meu blog www.aostraeaperola.blogspot.com

Informações palestras: laerciolins9@gmail.com ou laerciolins9@hotmail.com