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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

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segunda-feira, 5 de outubro de 2015


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O estímulo e a motivação

(*) Laércio Lins

Quando falamos de desempenho profissional, lembramos de uma lista de qualificações pré-definidas: criatividade, agilidade, flexibilidade, competência, eficiência, eficácia, assertividade, proatividade e muitas outras. Vale lembrar que todas estas características só se consumam se estiverem emolduradas pela motivação, se não há motivo, a disposição destas características serve apenas como ferramenta para realizar o que é óbvio e previsível, o que é um grande desperdício.

O sucesso na realização de um evento, projeto ou tarefa, tem influência direta do perfil de quem executa. Se a execução é movida apenas por obrigação e através de ações mecânicas, o resultado é medíocre. Se o evento é realizado com capacidade técnica e prazer, as possibilidades e alternativas são ampliadas e surpreendentes.

Dias atrás eu ouvi a entrevista de uma atleta que vibrava com emoção pela conquista de uma medalha. Ela dizia: “Isso é tudo, não tenho explicação, sinto uma força, uma alegria que vem de dentro como se eu fosse explodir”. Parei para pensar no sentido daquela frase tão cheia de emoção e comparei com o sentimento de pessoas ao executar uma tarefa. Não consegui lembrar de muitas pessoas que realizam seu trabalho de maneira tão apaixonada.

Escuto muitos gestores falarem em promover isso ou aquilo para “motivar” suas equipes. Na verdade, o que eles estão tentando é estimular suas equipes para que elas realizem, vendam, comprem, produzam e transformem. Motivação é outra coisa, vem de dentro pra fora, “como se fosse explodir”. O estímulo ajuda momentaneamente, no entanto, não mantém. A motivação é auto sustentável, tem como combustível uma meta o interesse de uma equipe, ou mesmo um motivo ou satisfação pessoal.

O homem contemporâneo está exposto a influências da moda, de marcas, do marketing e de um universo infinito de informações. A quantidade de estímulos é imensurável, o que torna difícil as decisões e as escolhas. Só os indivíduos motivados se mantêm firmes, determinados e fiéis a seus objetivos, projetos e realizações dos sonhos.

Diante de suas equipes, os gerentes precisam atentar às características dos componentes, a observação e percepção são imprescindíveis para definir os papéis de cada um do grupo. Não há pessoas mais ou menos importantes, é uma questão de característica e de perfil, uns precisam de estímulo, outros são naturalmente motivados, estes, normalmente têm mais iniciativa, são inquietos e estão sempre buscando novas maneiras para realizar.

Em linhas gerais, Voltando ao comentário da atleta cuja força parecia “vir de dentro”, não há uma explicação lógica a não ser a realização pessoal de seu objetivo e a satisfação trazida pela vitória. A alegria de realizar algo muito almejado e desejado traz a sensação de que vamos explodir.  

Quando em sua citação: "Dê-me uma alavanca e moverei o mundo", o filósofo e matemático Arquimedes (287 a. C. -  212 a. C.), se referia à alavanca como um multiplicador da força. Gosto de pensar que ele se referia à alavanca como motivação, o motivo que que move o homem em direção à realização de uma meta - “Moverei o mundo”. O filósofo grego Sócrates (469 a.C. – 399 a.C.), após muitos estudos filosóficos, citações e pensamentos, imortalizou a frase: “Só sei que nada sei”, talvez este pensamento o tenha mantido motivado a pensar e a estudar sempre mais em busca de conhecimento e de sabedoria.        

O estímulo nos aciona, a motivação nos coloca inteiros em direção a um objetivo e o resultado mais provável é o sucesso e a conquista. O homem estimulado adquire confiança e realiza o que é possível. O homem motivado transforma em realidade um sonho que parece impossível.


(*) Laércio Lins é Palestrante e Consultor organizacional.
Instagram: @laercio.lins

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Piu-Piu e Frajola. Uma relação de Custo/beneficio.

Laércio Lins (*)

É comum que aconteça desentendimentos nas relações interpessoais. Há uma tendência natural de defesa de pontos de vista e isto é importante para o amadurecimento de uma ideia ou de um projeto. Nossas ações, atitudes e decisões têm influência de nossos modelos. Nossas crenças e nossas verdades às vezes se chocam com as visões de nossos sócios, parceiros ou amigos.
                                                            
Para lidar com diferenças é preciso disponibilidade para ouvir e consciência de que as possibilidades e as maneiras de ver são infinitas. Não existe verdade absoluta e este pensamento deve estimular o exercício da flexibilidade para que seja preservada a individualidade. Ficar preso a padrões engessados é abrir uma porta para o insucesso de uma equipe ou negócio, pressuposições e preconceitos são os maiores inimigos do entendimento.

As diferenças naturais entre parceiros podem e devem ser motivos de oportunidades, não de ameaças. O maior aliado de uma sociedade que almeja sucesso é a capacidade de manter, como referência, os objetivos comuns de seus componentes considerando suas características naturas e suas habilidades. O respeito à natureza e aos limites individuais fortalece as relações em todos os planos de relacionamento.

No desenho animado a natureza do Piu-Piu é fugir do Frajola. A natureza do Frajola é perseguir o Piu-Piu. A certeza de que Piu-Piu não será apanhado e que o Frajola continuará sua perseguição mantém viva a essência da dupla numa relação de custo e benefício, um alimenta a natureza do outro e isso estimula a audiência. O mesmo acontece com o desenho animado Tom e Jerry, eles se complementam com suas atividades e isso mantém o sucesso da dupla há décadas.     

O universo de uma parceria, sociedade, negócio ou organização se respalda na criatividade, flexibilidade, determinação, disciplina e principalmente no respeito e na clareza dos papéis de cada componente da equipe. Piu-Piu se completa em Frajola, Tom se completa em Jerry. Quando os perfis e os papéis dos atores de um negócios ou de uma relação pessoal são bem definidos, facilita-se a identificação das responsabilidades, direitos, deveres e equilibra-se o clima organizacional ou relacional, o que orienta para a minimização de conflitos e otimização dos resultados. Isso é muito comum nas relações de sucesso.


(*) Laércio Lins é palestrante e consultor organizacional
Instagram: @laercio.lins
www.laerciolins.blogspot.com.br

Mudança


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Decida. Tome uma atitude.

Por: Laércio Lins.


“Em caso de dúvida, decida, o máximo que pode acontecer é errar e ter que corrigir”. Quando eu era criança, ouvi meu pai dizer esta frase, ele não era um homem de cultura acadêmica, no entanto, detinha o conhecimento adquirido pela experiência de vida de alguém que aprendeu a observar para se orientar. 

A indecisão se manifesta nas cenas mais simples do dia e também em momentos importantes podendo desperdiçar oportunidades. Temos uma tendência a esperar que as coisas aconteçam de acordo com nossos modelos mentais e muitas vezes esquecemos as possibilidades e alternativas, este comportamento resulta em perda de energia e de tempo.

As dúvidas e as indecisões acontecem por insegurança diante de qualquer escolha, aparecem em momentos e situações que muitas vezes passam despercebidas, na fila do cinema pra escolher que filme assistir ou na mesa do restaurante diante da variedade do cardápio. Muitas mulheres encontram dúvida na hora de escolher uma roupa para ir a uma festa, se a roupa combina com o sapato, com a bolsa ou com a maquiagem.

Dúvidas se alimentam da quantidade de variáveis que surgem, vivemos procurando soluções complexas, quando deveríamos procurar soluções simples. Para muitas pessoas é muito difícil decidir, isso por que, na maioria das vezes escolhem uma linha complexo de raciocínio onde são valorizados os obstáculos. Isso acontece também com a comunicação, há pessoas que acham que falar bem é falar complicado e que isso é sinal de cultura e conhecimento, isso acaba gerando um efeito contrário, quanto mais complicado é a forma como alguém se expressa, menos se faz entender. Os maiores comunicadores e os maiores líderes são aqueles que se fazem entender para todos os níveis culturais ou sociais. Líderes e comunicadores também trazem na bagagem, a simplicidade e eficácia da expressão como uma das características mais fortes. Há horas que é necessário decidir sem tempo para consultar, para decidir é preciso simplicidade e praticidade para ir ao ponto que realmente importa.

Um pintor começa o quadro pelas cores básicas, um físico começa o desenvolvimento de uma teoria complexa utilizando conceitos simples da natureza, harmonias complexas produzidas por gênios da música nascem do agrupamento de notas básicas. A decisão é assim também, é um exercício que tem como base a escolha a partir de deduções simples. Para decidir é preciso aprender a escolher e para escolher é preciso reduzir o número de variáveis, focar no objetivo, considerar a relação custo/benefício e simplificar. Dessa forma a decisão surge naturalmente. Quem sabe decidir atrai seguidores, esta é outra característica importante dos líderes, atraem seguidores para o caminho que leva a realização de objetivos.

Muitas vezes nos deparamos com pessoas que nos dá a impressão que precisariam de duas ou três vidas para realizar algo, essas pessoas normalmente têm hábito de começar frases com “Não sei se faça isso ou aquilo”, “acho que”, “Eu queria”, “Se eu pudesse”. Pessoas com esse perfil passam imagem, às vezes irreal, de que vivem em estado de dúvida e de indecisão, que não querem assumir responsabilidades e isso pode ser negativo na vida profissional e pessoal. Diante de uma oportunidade de promoção nas empresas, são escolhidas as pessoas que se comunicam com mais facilidade e que se apresentam mais ativos e disponíveis durante situações diversas, que agem com simplicidade e objetividade. A ação dá sentido ao discurso.

Dúvida e insegurança na mesma cena é matéria prima suficiente para se produzir coisa nenhuma e chegar a lugar nenhum. Não podemos negar que vivemos em um mundo competitivo e que a todo instante surge novidades e variáveis para nos desviar a atenção. Simplifique, decida, tome uma atitude.

Dias atrás uma aluna me procurou e me pediu que a ajudasse em uma decisão. Ela havia concluído o primeiro semestre do curso de Administração de Empresas e estava em dúvida se deveria continuar ou mudar para o curso de comunicação. O motivo da urgência para decidir era o fato de está no início do curso e aproveitar duas disciplinas que acabara de cursar, o que reduziria a “perda”. Lembrei a ela que em nossa primeira aula da disciplina de administração de relacionamento com o cliente, pedi para os alunos se apresentarem dizendo o motivo que os tinha levado a escolher cursar Administração de Empresas e que ela havia falado que tinha um sonho de abrir uma loja de vestuário feminino e queria aprender a administrar um negócio, já que tinha uma habilidade natural para vender. O que me fez lembrar deste relato foi que, na ocasião ela falou “Eu sou capaz de vender qualquer coisa, gosto de vender”. Perguntei o que havia acontecido com o sonho da loja. Ela fez uma pausa e respondeu que não mudaria de curso, o sonho da loja ainda existia. Falei para ela que a dúvida sobre a mudança de curso poderia ser pela necessidade da boa comunicação, por ser esta uma das ferramentas mais importantes em vendas e que ela deveria continuar pensando sobre isso.

Decisões escolhas e dúvidas são componentes naturais do universo humano, em qualquer profissão e na vida pessoal sempre estarão presentes. É importante que não se perca o foco e que os objetivos sejam sempre claros e revistos com base em um plano simples, mas, que considere as principais variáveis, suas causas e seus impactos nos negócios ou na vida.


www.laerciolins.blogspot.com
Instagram: @laercio.lins

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Laércio Lins - Palestrante


O BBB já não atende os conceitos de qualidade

O BBB já não atende os conceitos de qualidade
Laércio Lins*

Desde a declaração dos direitos do consumidor, na década de 90, o conceito de qualidade tem mudado e se aperfeiçoado. A máxima BBB “Bom, bonito e barato”, já não é suficiente para atender o grau de exigência dos consumidores dos mais diversos segmentos.
Hoje se aperfeiçoa uma consciência que valoriza mudanças muito mais profundas, a exemplo da preocupação com a proteção ao meio ambiente, respeito às diferenças ideológicas, raciais e sexuais. Essas mudanças de comportamento, tem exigido que os produtos sejam cada dia mais “verdes”, mais éticos, úteis e práticos.
O universo virtual acelerou e aumentou a capacidade de armazenamento de dados e a velocidade da informação, o que tem proporcionado o compartilhamento mais rápido do conhecimento e otimizado a utilização do tempo. As novas tecnologias têm facilitado a comunicação e em meio a tantas novidades e tantas ferramentas, os conceitos filosóficos de qualidade total são cada dia mais necessário nas relações de negócio. O grande desafio é conseguir integrar qualidade e interatividade. Com a realidade do conhecimento e da informação acessível a todos, as necessidades mudaram e o diferencial está em conseguir padronizar para ganhar produtividade sem esquecer que os consumidores esperam dos produtos muito mais que funcionalidade e preço baixo. A consciência adquirida pelos consumidores tem estimulado os mesmos a procurar valores agregados nos produtos, por exemplo, materiais, durabilidade e principalmente o compromisso do fabricante ou comerciante com o pós-vendas. Os valores agregados aos produtos são na maioria das vezes o motivo da escolha por uma ou outra marca, a facilidade de assistência técnica, serviços de instalações são também exemplos de agregação de valor que pode definir a decisão de uma compra. Clientes procuram tratamento diferenciado e respeito à individualidade.
As conquistas de novos clientes e novos mercados se apoiam em variáveis fundamentadas na humanização e personalização das relações de negócio. Produto de qualidade é aquele que em seu desenvolvimento e manufatura atende a exigências de preservação ambiental, valorização humana e necessidades do cliente por um preço justo, além de oferecer segurança, garantia e eficácia em pós-vendas.
Dias atrás, precisei acionar o seguro por ter ficado na estrada com o para-brisas de meu carro quebrado. Em pouco menos de uma hora fui atendido por um rebocador, até aí nada demais. O diferencial do atendimento ficou por conta de um refrigerante gelado e um sanduiche que me foi servido pelo motorista do rebocador como cortesia da companhia de seguros. Certamente, quando eu precisar renovar o seguro de meu carro, essa ação pesará na escolha, a seguradora me surpreendeu superando minhas expectativas.
As empresas que perceberam as mudanças de comportamento dos mercados influenciados pelas tecnologias e pelos novos perfis de consumidores, estão descobrindo que o diferencial está em satisfazer expectativas, surpreender e servir. Estes valores agregados são instrumentos poderosos de fidelização.

(*) Laércio Lins - Palestrante | Consultor industrial e organizacional | Professor universitário | Especialista em Planejamento, gestão e marketing.

Contato: laerciolins9@gmail.com.br