sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Quer um abraço?

Laércio Lins

Eu ouvi essa pergunta ser feita por um gerente de manutenção para um mecânico. A seguir o gerente me falou: Ele quer um abraço, se referindo ao mecânico.

O diferencial do comportamento do gestor nesta cena está na situação, aconteceu em um momento de pressão. O mecânico chegou assustado com um problema em uma máquina que comprometeria a produção de um lote cujo prazo de entrega já estava atrasado. Com o gesto e a pergunta inesperada, o gerente pegou para si a responsabilidade do momento, quebrou a tensão e aliviou a pressão sobre o mecânico atordoado. A seguir, o gerente convidou o mecânico para verificarem juntos, o defeito da máquina, onde constataram que havia interferências na estrutura elétrica do equipamento, que logo após, foram resolvidas por um eletricista da equipe.

Pedidos de ajuda diante de problemas e situações rotineiras acontecem todos os dias em fábricas, escritórios, hospitais e nos mais diversos ambientes de trabalho. Além de cobrar resultados, é também função dos gestores, promover condições ambientais, materiais e um bom clima relacional nos departamentos e nas empresas. A demonstração de parceria e disponibilidade em ajudar a partir do gestor é positiva, proporciona um ambiente leve e de confiança, o que estimula a criatividade e a motivação dos componentes da equipe, ajudando-os a desempenhar melhor seus papéis.

Em minhas atuações como consultor organizacional tenho convivido com gestores de perfis diversos e a cada dia me convenço que o modelo ideal de gestão é aquele que considera a situação sistêmica operacional e estratégica da empresa, que respeita as características, os limites e potencializar os pontos fortes das pessoas.

Gestores autoritários têm perdido espaço e tendem a desaparecer das relações de trabalho. As relações humanas e os códigos de ética e de conduta das organizações têm definido as escalas de direitos e deveres e colocado os componentes das equipes em condição de parceria, onde as pessoas se complementam independentemente da posição hierárquica.

Os gestores contemporâneos são facilitadores dos fluxos organizacionais, assim como agiu o gerente de manutenção com o mecânico, gerenciam processos e criam condições favoráveis à realização das tarefas. A gestão sustentável, abraça, escuta, pratica o bom senso, mantém claras as responsabilidades, equilibra as situações de conflito, mantém a disciplina, otimiza os recursos materiais, financeiros, humanos e conduz a equipe centrada nos objetivos e nos resultados.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Vontade de desistir...


domingo, 27 de setembro de 2015

O peso da atitude

Laércio Lins.


Atitude. Tenho pensado na força desta palavra. Atitude é a ação realizada no momento seguinte a um "clic" que sentimos e que nos diz que o impossível não existe. É uma quebra de direção e sentido na trajetória dos vetores de nossos momentos mais diversos.

Muitas vezes nos viciamos a uma rotina e ficamos cegos às oportunidades e possibilidades em nossa volta. Nessas horas precisamos "chutar o balde", buscar o impulso no fundo do rio para subir em busca de ar.

Há uma frase do escritor grego Nikos Kazantzakis que me faz lembrar o efeito prático da atitude: "Você tem seu pincel e suas tintas, pinte o paraíso e entre nele". Esta é uma questão de escolha, as tintas sugeridas para pintar o paraíso, também poderiam ser utilizadas para pintar o inferno.

A atitude anda muito próximo da quebra de paradigma, é uma ferramenta ativa nas pessoas que vivem a construir o momento seguinte, que muitas vezes, por falta do recurso adequado utilizam o recurso disponível e mesmo assim realizam. Observamos claramente a importância da atitude nos esportes. Muitas vezes ouvimos falar e temos a oportunidade de testemunhar o resultado de um jogo de futebol ser definido em um "detalhe". A atitude de um jogador pode mudar o resultado do jogo em uma fração de segundos, estes são chamados de "craques".

No universo dos negócios e da administração não é diferente, muitas vezes um argumento ou uma ação inesperada aponta uma solução surpreendente. As equipes ou times esperam atitudes de seus líderes e gerentes, mesmo que inconscientemente. A capacidade de resposta em momentos adversos faz a diferença entre Líderes e líderes.

Muitas vezes não há tempo suficiente para se discutir sobre uma decisão. O consenso, a participação da equipe nas decisões é importante, no entanto, é preciso alguém que mostre os quatro pontos cardeais, não apenas o norte. Assim como os vagões precisam da locomotiva para chegar ao destino.

A caminhada é árdua, tanto quanto deliciosa, tanto quanto doce é adormecer depois do cansaço. Pintamos nosso mundo com as cores de nossos anseios, pintamos nossa vida com as tintas de nossas metas, de nossos medos, de nossas paixões e de nossos sonhos. Muitas vezes precisamos mudar as cores, trocar o tom e adotar novas atitudes. As possibilidades e oportunidades são infinitas como as cores do espectro, como o conjunto dos números, como os arranjos formados pelas notas musicais numa melodia.

Instagram: @laercio.lins
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