quinta-feira, 3 de março de 2011

Assim como uma rua, a vida tem esquinas que às vezes precisamos dobrar para chegar ao destino.

Laércio Lins

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Perdendo o medo da escuridão

Autor: Laércio Lins



Muitas vezes, diante de uma decisão, líderes e gerentes se sentem solitários, principalmente quando se faz necessário decidir sobre pressão e sem tempo suficiente para pensar na ação ou dividir com alguém.
O medo é um sentimento natural do homem, tanto quanto a coragem, sentir mais ou menos um ou outro é uma questão de escolha e exercício.
Quando éramos criança, muitos de nós sentíamos medo da escuridão, por mais que nos fosse dito que lá havia as mesmas coisas que em um ambiente iluminado. Costumo pensar nesta situação sempre que me deparo com um cenário onde tenha que decidir sobre alguma coisa. Há certos momentos em que a ação é indispensável, não há espaço para o medo, pois, não haverá uma segunda chance. Imagine um médico indeciso diante de uma ação durante uma cirurgia, pode ser fatal.
Em certa ocasião vi um time de futebol perder dois pênaltis, numa partida de decisão de campeonato, ficou claro naquele episódio, a falta de alguém que decidisse e determinasse quem deveria executar as penalidades, faltou atitude do comandante. Entre os atletas, a emoção falou mais alto que a razão causando um desequilíbrio geral, o medo de errar predominou e não surgiu uma liderança que assumisse a responsabilidade por aquele momento. Esse é um exemplo típico de que o risco é um componente que deve ser considerado em qualquer circunstância de decisão e que os papéis de cada componente da equipe devem estar bem claros e definidos para cada situação, além de considerado as possibilidades e imprevisões.
Praticar, arriscar, errar e tentar novamente são formas eficazes para perdermos o medo da escuridão.
A luz só ilumina quem se dedica, quem pesquisa, quem pratica e quem treina com entusiasmo. É necessário assumir o quente ou o frio, não há sucesso para o morno. A arte e a ciência andam de mãos dadas para explicar a natureza à nossa disposição, temos este argumento nos mostrando que somos capazes e só precisamos acreditar que na escuridão existe os mesmos componentes da claridade, exceto a luz.
A partir do instante em que decidimos assumir com determinação e atitude, em nossa vida profissional ou pessoal, se acende uma luz que com o passar do tempo pode se transformar em refletor iluminando as ações e os caminhos de outras pessoas, esta é uma característica e o papel do líder.
Vamos imaginar um trem se preparando para partir na estação. Quem você seria neste trem? A locomotiva ou um dos vagões? Se a resposta mais confortável para seu perfil for a locomotiva, que puxa, empurra e abri caminhos, o perfil do líder está mais fluente em você. Se penso em vagão, você tem perfil mais voltado para um dos componentes da equipe, isso não quer dizer que não tenha aptidão para coordenar ou liderar um grupo, para isso é preciso se desenvolver com um pouco mais de atenção, buscando conhecimento e estimulo ao sentimento criativo, o que pode ser adquirido através do estímulo ao bom humor ou até falando bobagens, muitas vezes de bobagens surgem grandes soluções. Um exemplo é a técnica do “brain storm”, (Tempestade mental), em que as pessoas falam a primeira palavra que lhes vem à mente sobre determinado tema, para depois selecionar o que é relevante para utilizar na solução de problemas. Um bom exercício também pode ser coordenar um projeto ou um processo já formatado. No estágio seguinte, já mais seguro em conduzir procedimentos, fica mais fácil arriscar e criar.
Um líder, precisa com criatividade, conduzir a equipe ao ambiente iluminado, onde flui a comunicação que clareia os objetivos, respeitando os limites e as habilidades individuais. Só assim conquistará a confiança e o sucesso de sua equipe.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bala de morango

Autor: Laércio Lins


Ela esbarrou na colega de trabalho que surpreendida se assustou. Com um sorriso ela falou:

- Abra a mão!
- Feche os olhos!

A colega obedeceu impulsionado pela surpresa. Não é comum um gesto assim no meio do dia numa livraria, principalmente entre colegas de trabalho passando apressadas por seus afazeres. Quando a moça abriu os olhos havia em sua mão uma bala de morango, enquanto a autora do gesto se afastava da mesma forma que se aproximou continuando seu trabalho. A cena não durou mais que dez segundos e além de ter descartado a necessidade de desculpas ainda valeu um sorriso .
Lembrei das crianças em suas brincadeiras elas vivem intensamente cada momento, cada gesto e cada atitude, acho que posso chamar isso de felicidade. Poder se alegrar com pouco e saborear pequenos momentos, livre de ansiedades e incertezas que causam angustia e solidão.
Vivemos nos expondo a limites todos os dias e perdemos o sentido das coisas. O gesto me fez pensar em quantas coisas faço que poderiam ser descartadas e minha qualidade de vida e minha produtividade ainda seriam mantidas. Um momento assim não se paga, existe apenas por existir e, sei lá quantos neurônios ou hormônios foram ativados naqueles segundos de descontração. Até esqueci o que estava procurando na prateleira.
Pequenos gestos podem fazer a diferença no ambiente de trabalho elevando o moral e o clima do ambiente. Quem falou que coisas importantes deve ser sérias, sisudas, e que só acontecem se estiverem monitoradas por olhares formais e engravatados estava enganado. A realização de tarefas com alegria é sinal de bem estar no ambiente profissional, que, como uma reação em cadeia estimula a motivação e eleva produtividade, qualidade e resultados. Certa dia ouvi alguém falar que, "amigos agente escolhe, colegas de trabalho não." Até concordo com a frase, no entanto, não dá pra negar que é muito mais prazeroso fazer parte de uma equipe onde as pessoas têm afinidade e espaço para um sorriso ou uma bala de morango. Aquela cena me fez pensar também no modelo de gestão adotado por aquela empresa, pude concluir através de observações a outros colaboradores que estava diante de uma equipe feliz, era visível a vontade das pessoas em participar das ações de informação e vendas.
Um clima organizacional assim passa para o cliente que é atraído pela sensação de bem estar e leveza. O cliente percebe inconscientemente a harmonia ou desequilíbrio em um ambiente de negócios e essa energia é uma força de marketing que pode definir o sucesso ou insucesso de um negócio.


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sábado, 29 de janeiro de 2011

Palestras 1º semestre 2011

Sinopse As palestras são personalizadas para cada evento. Para contratar palestras ou informações contate-nos pelo e-mail laerciolins9@gmail.com 

1. Palestra: ACREDITE!!! VOCÊ TEM O MOTIVO

Público alvo: A empresa de maneira geral, Gerentes, líderes e funcionários.


2. Palestra: MARKETING DE RELACIONAMENTO

Público alvo: Todos que se interessam pelo aperfeiçoamento das relações humanas e de negócios.

3. Palestra: APERTE O CINTO, O PILOTO É VOCÊ

Público alvo: Líderes, Gerentes e Gestores.

4. Palestra: MITOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO

Público alvo: Estudantes universitários, Gestores e organizações que buscam, através do processo criativo, a melhoria de desempenho e melhoria contínua.

5. Palestra: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO – Uma visão contemporânea.

Público alvo: Estudantes, empresários, gestores e profissionais que lidam com planejamento nas diversas atividades da organização. Vendas, Marketing, Suprimentos, Manufatura, RH, Processos, Engenharia e Qualidade.

6. Palestra: NAVEGANDO EM SEU PRÓPRIO NEGÓCIO

Público alvo: Empresários, Administradores, Gestores e demais profissionais que se encontrem à frente de um empreendimento.

7. Palestra: INOVAÇÕES E TEDÊNCIAS – Lidando com o futuro que já chegou

Público alvo: Empresários, estudantes e profissionais. Administradores, engenheiros, psicólogos, pedagogos e gestores que sintam necessidade de se antecipar aos fatos através do pensamento sistêmico.

8. Palestra: ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO

Público Alvo: Empresários, estudantes e profissionais. Administradores, engenheiros, psicólogos, pedagogos e gestores que estejam buscando melhor satisfação e qualidade de vida.

9. Worshop: GOVERNANÇA CORPORATIVA  



Público Alvo: Empresários, gestores, estudantes e profissionais que estejam procurando sustentabilidade em seus negócios e relações de parceira.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Quem sou eu? Quem é você?

Autor: Laércio Lins

Todos nos temos um pouco de criança. Sentimentos lúdicos são leves e nos faz sentir descontraídos e criativos, basta lembrar de certas perguntas formuladas por crianças na fase do “por que” 2 a 5 anos segundo Piaget¹. Nesta fase a criança ainda não consegue se colocar no lugar do outro e precisa de explicação para tudo.
Dias atrás eu lembrava de uma historinha de Maurício de Sousa² e das relações entre Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão. Cada um dos quatro personagens tem características que os identifica e, tanto a amizade quanto as ações de cada um deles, são reforçadas pelas diferenças. Eles atuam numa escala de valores e limites bem definidas, embora, Cebolinha e  Cascão insistam algumas vezes em entrar nos “espaços” de Mônica e Magali, eles acabem se entendendo, não dá para imaginar um sem os outros.
Mônica tem características muito forte em sua personalidade, explode muito fácil com as provocações de Cebolinha, ele também não deixa por menos e não perde oportunidade de provocar uma confusão. Cascão é conhecido por seus atributos não muito higiênicos, no entanto, nos mostra uma lição de companherismo e amizade, o tipo de pessoa que não mede distância quando o assunto é solidariedade. Magali, tem fama de comilona e está muito presa às necessidades básicas, mas, não por isso, deixa de ter um papel importante na vida dos quatro amigos.
Se bem observarmos a nossa volta, em nossas relações de trabalho e também em nossas relações pessoais encontraremos muitos Cebolinhas, Mõnicas, Cascões e Magalis. Todos somos diferentes em nossos dúvidas, valores, desejos e ações, no entanto, quando tratamos de atividades em equipes nossas diferenças precisam ser equacionadas.
Em um grupo ou em um time as características individuais precisam dar espaço ao coletivo, para isto, é necessário identificarmos em nos mesmos quem somos, se Cebolinha, Mõnica, Cascão ou Magali e perceber que o que é mais relevante é a presteza e a solidariedade na hora de realizar. É preciso está disposto a ceder e a somar. A construção se dá a partir da união de talentos diferentes dispostos a contribuir para o crescimento do grupo. Sócrates, ( 470 a.C.), já verbalizava, “de nada adianta uma idéia sem que haja diálogo.”
A partir da conversa surge as transformações e nada será como era antes, o compartilhamento do conhecimento é uma fonte de crescimento, é a única maneira de dividir com a certeza de multiplicar e isso só é possível se as diferenças individuais convergirem para o bem comum da Equipe.
Se não sabemos perguntamos: Por que? Hoje temos a vantagem de não termos apenas 5 anos de idade. Sabermos nos colocar no lugar do outro para sentir suas dificuldades, isso pode fazer toda diferença nas relações interpessoais em busca de resultados.
Quem sou eu? Quem é você? Cebolinha, Mônica, Cascão ou Magali? Precisamos desta resposta, não podemos conhecer nosso companheiro de equipe se não nos conhecemos. A resposta nos ajuda na integração diante de nossos objetivos.
Não é preciso bater com o coelhinho no colega por não concordar com suas idéias, tão pouco, “comer toda melancia” e deixar os colegas sem matéria prima para realizar suas atividades. Um pouco de bom senso nas provocações e “higiene,” (clareza nas relações), é sempre bom, além de preservar o humor e a individualidade, ajuda nos resultados e mantém no grupo a criatividade das crianças.

(¹) Jean Piaget (1896-1980) Psicólogo e filósofo suíço, conhecido por seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil.

(²) Mauricio de Sousa é criador dos personagens de histórias em quandrinhos Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Administração do Tempo

Nova data: 14.12.2010 – 19:30hs - Workshop - Administração do Tempo – Arte, poesia, história e filosofia formando novos conceitos sobre nossa utilização do tempo.  
Hotel Imperial Suites, Boa viagem, Recife, Brasil - Ao lado do Banco do Brasil, em frente ao Shopping Recife. Ingressos R$ 20 (incluso coffe break) à venda no local com Sandrelle, Fone: 81 21220500. Grupos de estudantes ou empresas tem desconto especial.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Planejamento Estratégico - Uma visão contemporânea*

Autor: Laércio Lins

Existe muito mais que a adoção de uma simples fórmula para o desenvolvimento e implementação de um projeto de Planejamento estratégico, há uma interferência direta na mudança de paradigmas e na transformação de valores organizacionais, que muitas vezes estão tomadas por vícios adquiridos ao longo de anos de existência.
O planejamento deve ser pensado para duas situações, a primeira para empresas que estão se organizando para nascer, para iniciar operações e a segunda para empresas já existentes, que por forças de circunstanciais ou de necessidade de sobrevivência optam por uma mudança de postura buscando otimização de resultados ou mesmo profissionalização das operações.
Em ambos os casos é preciso considerar os modelos mentais organizacionais e ampliar os pontos de interseção para que seja tirado, a partir deles, um consenso. A equalização do pensamento coletivo é de grande relevância para a divulgação e consolidação da missão e da visão declarada.
O sucesso do planejamento depende da condução das necessidades que surgem no decorrer da identificação do perfil organizacional e dos objetivos determinados para o negócio. Como qualquer procedimento de gestão, planejar requer uma avaliação das relações custo benefício na linha do tempo. É necessário que os motivos, objetivos e diretrizes estejam claras e completos, portanto, só é seguro desenvolver o planejamento estratégico quando as perguntas a seguir tiverem respostas: O que? Porque? Quando? Quem? Onde? Como? Quanto?
Outra ação indispensável é a análise de cenários (análise SWOT). Muitas empresas pecam por considerar a possibilidade de apenas dois cenários. É ideal levar em consideração um maior número de cenários, tantos internos quanto externos, inclusive exercitando a possibilidade de situações improváveis, crises por exemplo.    
Em todos os momentos do processo de planejamento a visão deve ser sistêmica, considerar o macro e as relações da organizações com o segmento ao qual está inserida, neste caso, um olhar utilizando os argumentos de benchmarking pode nortear a organização com relação à concorrência e seus limites de desempenho o que possibilitará a identificação das ameaças e oportunidades. Com estas observações descobre-se os diferenciais apresentados pelo negócio. Paralelo a esta ação deve-se realizar uma análise interna, para identificar as potencialidades e os pontos a serem fortalecidos, é importante começar esta tarefa observando o potencial humano disponível, o envolvimento das pessoas é a base do sucesso de um planejamento estratégico.
Só após a certeza da situação da empresa com relação ao mercado e das próprias limitações, o planejamento deve ser transformado em plano. Todas as informações colhidas devem ser colocadas em um cronograma organizado-as na linha do tempo.
Criatividade, inovação e comunicação deve ter espaço de destaque em um plano estratégico. As estratégias adotadas devem ser claras para que a execução tenha sucesso.
Por fim, é importante adotar um método de controle para garantir os limites financeiros e de desempenho exigidos pelo Plano. Os métodos de controle devem seguir periodicidade determinadas para que não sejam esquecidos durante a rotina.

(*) Este texto foi baseado em minha Palestra de mesmo título

Eleve o nível e o clima de sua empresa, contrate uma de nossas palestras, sua equipe nunca mais será a mesma .Informações laerciolins9@gmail.com ou laerciolins9@hotmail.com

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Investir nas pessoas, uma questão de bom senso

Autor: Laércio Lins

Um dos principais propósitos da Administração enquanto ciência, é criar e desenvolver situações com o objetivo da conquista de resultados; utilizar recursos de maneira que a relação custo/benefício seja alcançada de forma mais equilibrada possível.  
        Temos ouvido, lido e visto as mais diversas teorias sobre aplicação de técnicas de administração e a cada dia temos mais certeza de que, apenas a retórica não é suficiente para o sucesso das empresas ou das pessoas, é preciso que estas teorias estejam fundamentadas pela prática, ou simplesmente perdem o sentido. A velha frase de que “o fim justifica os meios” está cada dia mais atual, está cada dia mais comprovado que não se pode mais buscar o resultado apenas pelo resultado, é preciso considerar os métodos e os processos pelos quais os resultados se realizaram.
         É necessário a revisão dos conceitos utilizados para estas conquistas, o resultado politicamente correto, é aquele que considerou, durante seu desenvolvimento, o meio ambiente e a satisfação das pessoas que o construíram, esse é o princípio básico da “Qualidade Total”. O produto ou serviço é concebido a partir da satisfação pessoal de cada colaborador que participa de sua produção. Esta satisfação reflete na produção, em forma de produtividade e qualidade e a seguir se transforma na satisfação do cliente.
          A comunicação e o universo de informações que circula no mundo globalizado, dia a dia tem unificado os processos nas áreas de manufatura, vendas e prestação de serviços. As margens de lucros têm sido cada dia mais estreitas. Em meio a esta competição tão acirrada, em pouco tempo será destaque e se manterá no mercado apenas as empresas que tiverem em sua missão e sua visão, entre outros propósitos, a valorização do homem, numa relação justa de direitos e deveres, tanto para empresa quanto para seus colaboradores.
          Há estatísticas realizadas por empresas de marketing, que mais de 50% da perda de clientes para a concorrência acontece por motivo de mal atendimento. O cliente almeja segurança ao adquirir um bem ou serviço e o diferencial, para que isto aconteça, se encontra nas relações interpessoais. Para encantar o cliente a empresa precisa primeiro valorizar seus funcionários, a partir daí, eles se encarregarão de construir uma imagem positiva da própria empresa e de seu produto.
          Segundo o filósofo marxista italiano Gramsci (1891-1937), “senso comum é o conhecimento e a cultura adquiridos por tradição herdados dos antepassados, aos quais, acrescentamos experiências vividas na sociedade em que vivemos. O bom senso é o núcleo, a parte boa do senso comum.”
          Devido a globalização da informação, comunicação e tecnologias, os mercados tendem a si unificarem com características cada dia mais parecidas. Se mantêm as tradições, as crenças e os valores regionais, no entanto, a consciência de Qualidade Total, procedente do Japão após a segunda guerra mundial, tem se difundido no ocidente e tornado os mercados cada dia mais exigentes. Há um “senso comum” unificando os mercados. Em um mundo onde tudo é tão igual, “bom senso” é investir nas pessoas, elas serão a diferença em um futuro que já chegou.



Informações palestras: laerciolins9@gmail.com ou laerciolins9@hotmail.com


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Minha agenda

08.11.2010, 18hs - A Comunicação como ferramenta de Administração – FAREC Faculdade do Recife
17.11.2010, 19hs – Administração do tempo – UFPE Anfiteatro do CCSA
20.11.2010, 14 às 19hs – Curso de Extensão. Realização CPHD – Planejamento Extratégico de RH
11.12.2010 - Gestão de pessoas e Clima Organizacional - Curso de Extensão CPHD, Recife

14.12.2010 – 19:30hs - Workshop - Administração do Tempo – Hotel Imperial Suites, Boa viagem, Recife, Brasil - Ingressos R$ 20 (incluso coffe break) à venda no local com Sandrelle, Fone: 81 21220500

domingo, 21 de novembro de 2010

Qual a sua Missão?

Qual a sua missão?
Autor: Laércio Lins

É comum ouvirmos falar sobre a missão e a visão das empresas. Estamos vivendo um tempo onde a consciência sobre a importância da responsabilidade social tem sido difundida e incentivada. Diante de tantos tropeços dos governantes com relação a utilização dos recursos públicos, as pessoas têm se organizado para encontrar soluções de temas que em outras ocasiões de nossa história, eram cobrados apenas dos governos. Nossa sociedade está mais madura.

Cultura precisa de tempo para ser aperfeiçoada ou assimilada. Sinto no ar um querer social, tanto de empresas quanto de pessoas. Aquele estilo antigo de levar vantagem em tudo, do “jeitinho brasileiro”, já não soa tão bem. A sociedade em sua maioria, procura realizações através de maneira mais justa e ética.

Dias atrás estive numa empresa, que optou pela não distribuição de brindes de final de ano a seus clientes, os recursos foram dirigidos a um hospital infantil. Por motivo dessa ação, certamente o efeito de marketing da referida empresa foi positivo, houve uma divulgação entre seus colaboradores, que também foram convidados a participar da ação, o que fizeram com prazer. Isso é responsabilidade e consciência social.

Diversas empresas têm adotado em sua missão referências à responsabilidade social e à preservação do meio ambiente. Há sementes sendo plantadas em prol do bem estar comum. Muitas vezes a organização renasce do caos, um dos exemplos é a reconstrução do Japão após a segunda guerra mundial. Com disciplina, um objetivo e uma missão bem definida, o Japão saiu da condição de país dizimado, para se inserir, 60 anos depois entre as cinco maiores economias do planeta.

Atualmente é comum encontrarmos pessoas que administram suas carreiras e sua profissão como empresas, a maioria delas têm uma missão a partir de seus objetivos pessoais e sociais. O velho ditado, “você tem que vestir a camisa da empresa”, já não é suficiente, as pessoas têm se conscientizado de que precisam vestir suas próprias “camisas,” se profissionalizando e se especializando. Este conceito de desenvolvimento pessoal é benéfico tanto para as organizações quanto para as pessoas que passam a valorizar a relação custo benefício de seu trabalho. Algumas empresas têm mantido as políticas de cargos e salários, que se trata de uma ação mensurável e abolido seus planos de carreiras, por entenderem que este tipo de direcionamento e desenvolvimento deve ser individual, as pessoas devem ser livres para administrarem suas carreiras e construírem seu sucesso, para isto, é preciso amor pelo que se realiza e muita dedicação. Quando se age com amor diante de um evento ou tarefa, a razão e a emoção se transformam no mesmo sentimento, a diferença é que a emoção controlada se transforma em razão, um sentir com limites, na medida certa para o que se deseja construir, isso caracteriza o equilíbrio.

Diante de tantas mudanças de conceitos, quebra de paradigmas e inovação nas relações de trabalho, surge as empresas de um homem só, onde o trabalho passa a ser tratado como qualquer produto, não há nada mais coerente que construirmos nossas carreiras a partir de um planejamento que tenha como fundamento nossa própria missão pessoal. 


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